Antes que qualquer coisa fosse criada existia Guainu, o Poder Universal. Ele iniciou uma obra criadora, pela qual se formaram todos os astros, a Terra e os demais planetas. E formosa era sua criação. Desejou então compartilhá-la e criou para si seres que lhe fizessem companhia e o auxiliassem. A eles foi concedido o poder de criar e assim eles faziam segundo o coração de Guainu.
Guainu e os Poderes, como foram chamados entre os homens antigos, se amavam, e amavam sua criação. Aconteceu que certa vez Guainu propôs a eles a tarefa de criar a partir de seus próprios desejos. Deslumbrados com o desafio os três se retiraram de sua presença para que, na solidão de seus pensamentos, pudessem se decidir sobre o que fazer.
O primeiro a completar a tarefa foi Linfarth e ele se apresentou a Guainu levando a luz e as trevas; e elas eram separadas, de modo que, onde uma estava, a outra não permanecia. E linfarth ofertou sua criação a Guainu, que imediatamente brilhou e resplandeceu, e os Poderes se maravilharam, pois ao seu redor surgiu uma nuvem carregada de cores e beleza e ela se dissipou rapidamente sobre toda a criação, dando a cada coisa sua devida cor e aspecto brilhoso ao refletir a luz de Guainu, que agora também brilhava nas estrelas. E os Poderes também brilharam, e maravilhoso era seu brilho, mas Linfarth brilhava mais do que os demais.
Em seguida Darah apresentou sua criação. Inspirada por seu amor a Guainu e pela gratidão à vida que ele havia lhe dado, Darah usou da habilidade de suas mãos para moldar a vida, e a distribuiu a muitos seres que ela mesma formou. E eram todos muito belos. E então Guainu cresceu diante deles, e seu aspecto era terrível, e de si emanaram fagulhas que se formaram em criaturas maravilhosas, prostradas em reverência a ele. E à sua ordem elas se dividiram distribuindo-se entre os Poderes para servi-los, e o maior contingente serviu a Darah.
Por último veio a Guainu Taorn, e o fruto de sua criação foi o mais belo de todos, pois ele havia criado os sons e a música. E Taorn presenteou toda a criação de Darah com vozes e cantos, e assim os seres frágeis, os filhos de Darah, puderam aprender a falar. Então Guainu deixou de falar a eles em pensamentos, e pela primeira vez eles ouviram a sua voz. E quão terna e poderosa ela era, que toda a criação se encheu com uma doce melodia, que ecoou de montanha a montanha, de mar a mar, dando voz a todas as coisas. E agora quando os rios corriam, o vento soprava, e a terra tremia suas vozes eram ouvidas. E os Poderes e seus servos também passaram a falar uns com os outros, e Taorn era o mais formoso e amável entre todos eles.
Então os Poderes contemplaram Guainu, e este parecia mais belo e poderoso como jamais antes. E o amaram mais ainda, pois entenderam que ele nunca havia mudado. Eles, porém, mudaram, e podiam compreendê-lo melhor agora. E Guainu os estabeleceu reis governantes sobre tudo quanto fora criado. Porém alertou que jamais pousassem os pés na criação para interferir em seu destino.
2 comentários:
eae, cade o proximo capitulo???????????????? mto doido!
ismael! =)
uma leitura atenta, como prometi. consigo imaginar suas influências, se estou certa quanto a elas. rs. e gosto. gosto porque acho que uma outra maneira de dizer sobre algo que de algum modo conhecemos. e isso é sempre interessante e belo.
gostei mais porque linfarth, darah e taorn tiveram liberdade para agir como quisessem, mas dessa maneira chegaram a talvez o melhor que poderiam conhecer de Guainu.
enfim... estou curiosa pela continuação! espero que não seja previsível (mais uma vez estou imaginando sua influência). mas acho que não será.
=)
beijinho.
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